David Hume foi filósofo, historiador, sociólogo e economista escocês do período do Iluminismo (século XVIII). É considerado um dos mais importantes filósofos iluministas ocidentais e um dos pais do empirismo.
David Hume nasceu na cidade de Edimburgo (Escócia) em 07 de maio de 1711 e morreu na cidade de Edimburgo (Escócia) em 25 de agosto de 1776.
Biografia resumida
- Entre 1724 e 1726, estudou Direito na Universidade de Edimburgo. Como não gostava do curso, aprofundou seus estudos em Filosofia, Economia e Literatura.
- Trabalhou na juventude na área de comércio.
- Viveu na França entre 1734 e 1737, onde escreveu o Tratado da Natureza Humana.
- Entre 1746 e 1749 foi secretário do General Saint-Clair, acompanhando-o em missões militares e diplomáticas.
- Em 1752 foi escolhido para o cargo de conservador da Biblioteca dos Advogados de Edimburgo.
- Foi secretário da embaixada inglesa, em Paris, entre os anos de 1763 e 1766.
- Foi subsecretário de Estado para a região norte, em Londres, entre os anos de 1766 e 1769.
Principais ideias e teorias
- A experiência e a observação são os fundamentos sólidos para a ciência.
- Toda hipótese que não pode ser comprovada por meio da experiência deve ser descartada.
- Não houve evolução linear do politeísmo para o monoteísmo durante a história da humanidade, mas sim uma oscilação irracional (teoria da oscilação).
Principais obras
- Tratado da Natureza Humana, 1740
- Investigação sobre o Entendimento Humano, 1748
- Investigação sobre o princípio da moral, 1751- Discursos Políticos, 1752- Diálogos sobre a religião natural, póstumo- História natural da religião, 1757- História da Inglaterra, 1762- Minha Vida, 1776 - autobiografia
- Investigação sobre o Entendimento Humano, 1748
- Investigação sobre o princípio da moral, 1751- Discursos Políticos, 1752- Diálogos sobre a religião natural, póstumo- História natural da religião, 1757- História da Inglaterra, 1762- Minha Vida, 1776 - autobiografia
Frases
- "Afirmações extraordinárias necessitam de provas extraordinárias."
- "Cada solução leva a uma nova pergunta..."
- "O auto-controle da mente é limitado, assim como é o domínio do corpo."
- "O homem é o maior inimigo do homem."
- "A beleza das coisas existe no espírito de quem as contempla."
- "A corrupção dos melhores é a pior."
- "O costume é, portanto, grande guia da vida humana."
- "A natureza é sempre muito forte para a teoria."
David Hume (1711 - 1776)
David Hume pretende aplicar o método de raciocínio experimental para entender melhor a natureza humana, usar um método científico, que era usado basicamente para entender os objetos, para interpretar também as pessoas, criando assim a ciência do homem. O filósofo acreditava que se explicarmos o que e como são as pessoas, qual a essência da natureza humana, explicaremos também todas as outras ciências. Isso acontece porque todas as ciências, como a matemática e a física, estão relacionadas diretamente com as pessoas, pois a própria razão, que é o fundamento da matemática e da física, faz parte da natureza humana. Raciocinamos e filosofamos por instinto.
David Hume pretende aplicar o método de raciocínio experimental para entender melhor a natureza humana, usar um método científico, que era usado basicamente para entender os objetos, para interpretar também as pessoas, criando assim a ciência do homem. O filósofo acreditava que se explicarmos o que e como são as pessoas, qual a essência da natureza humana, explicaremos também todas as outras ciências. Isso acontece porque todas as ciências, como a matemática e a física, estão relacionadas diretamente com as pessoas, pois a própria razão, que é o fundamento da matemática e da física, faz parte da natureza humana. Raciocinamos e filosofamos por instinto.
Tudo o que temos em nossa mente é resultado das nossas sensações. Nossas ideias são percepções, mas existem diferenças entre o sentir e o pensar, o sentir está relacionado às nossas sensações mais vivas, mais recentes e que nos marcam mais. Já o pensar está relacionado às ideias, que é uma percepção mais fraca. As ideias são como imagens que com o tempo vão perdendo cor e definição. As ideias dependem das sensações, nós só temos ideias de algo depois de percebermos esse algo. Não existem ideias inatas, ideias que nascem com as pessoas.
As ideias simples que temos através das sensações podem se relacionar e se transformar em ideias complexas através da memória e da imaginação, mas as ideias simples se associam em ideias complexas principalmente através da semelhança, da proximidade no espaço e no tempo e da relação de causa e efeito.
Mas essa relação de causa e efeito não pode ser conhecida a priori, pois ela depende da experiência. Nenhuma pessoa quando for posta frente a um objeto do qual não conhece absolutamente nada vai poder raciocinar sobre ele, para que isso aconteça essa pessoa vai ter que experimentar o objeto e descobrir quais suas causas e efeitos para somente depois poder criar sobre ele ideias e conceitos.
O filósofo acredita que o que chamamos de experiência e realidade nada mais é do que um conjunto de ideias e sensações, mas não existe algo que una essas percepções.
Outro ponto analisado por Hume é a moral, que para ele é derivada mais dos sentimentos do que da razão. A razão pode até apoiar a moral com algumas orientações, mas o fundamento da moral são mesmo os sentimentos e especificamente os sentimentos de dor e prazer. A virtude provoca prazer e o vício a dor.
Conclusão das contribuições de David Hume para educação.
Então, analisando a postagem e lendo alguns materiais e textos proposto pela disciplina Filosofia da educação II, acredito que as ideias de David Hume acrescentaram coisas positiva para a educação atual, visto que a criança aprende à medida que ela vai envolvendo com os fatos a sua volta, então quando ela chega à escola, já traz consigo uma bagagem de experiências que devem ser consideradas do ambiente escolar. Pois, de acordo com filosofia de David Hume, o ser humano nasce não sabendo nada e a medida que ele é apresentado ao mundo a sua volta, ele vai construindo sua experiência, sendo assim, adquirindo conhecimento de mundo através das sensações.
No entanto, analisando esta teoria diante das outras teorias do conhecimento, penso que ela sozinha não explica totalmente a ideias de conhecimento, pois acredito que aprendemos também usando o raciocínio diante das coisas. Sendo assim, ela trouxe pontos positivos para educação atual, mas junto com outras teorias. Conforme acredita a teoria do Intelectualismo, que a duas ideias filosóficas do conhecimento juntas racionalismo e empirismo são opostas, mas ao mesmo tempo, elas se completam, pois temos a ideias do objeto e com a experiência o conhecimento se efetua. Para ele, a razão é instrumento de entendimento deste conhecimento. Ainda segundo ele a razão não é forma de conhecimento, mas uma forma de pensar sobre o conhecimento, como por exemplo, o conhecimento vem antes das ideias que temos, ou seja, pela experiência sensível e depois vêm as ideias imaginativas.
David Hume diante de sua filosofia acredita que o ser humano aprende usando suas ideias e sensações diante dos fatos. E que as ideias mais simples dão origem as mais complexas.
O EMPIRISMO DE DAVID HUME
David Hume considera que todo o conhecimento tem origem na experiência, sendo os dados ou impressões sensíveis as suas unidades básicas. Hume defende que existem impressões e ideias que se distinguem quanto ao grau de força e vivacidade. Assim, as impressões são percepções vivas e mais fortes do que as ideias que são percepções fracas ou menos vivas.
Hume, como empirista, rejeita a existência das ideias inatas porque as ideias sucedem-se às impressões.
Hume, como empirista, rejeita a existência das ideias inatas porque as ideias sucedem-se às impressões.
“As impressões são as causas das nossas ideias e não as nossas ideias das nossas impressões”.
Todas as nossas ideias derivam de uma impressão sensível. A toda e qualquer ideia tem de corresponder uma impressão porque as ideias são imagens/cópias das impressões. Neste sentido, o critério de verdade das ideias consiste na sua correspondência a uma impressão. É falsa a ideia que não tenha qualquer impressão que lhe corresponda, disso são exemplo as ideias de “sereia” e “unicórnio”. Do que não há impressão sensível não há conhecimento (conhecimento de factos).
Em vida, sua obra que mais fez sucesso – e lhe rendeu uma segurança financeira considerável – foi uma série de livros intitulada “A História da Inglaterra” (1754-62). No entanto, a sua primeira obra foi um dos livros mais importantes da história da filosofia, chamado “Tratado da Natureza Humana”
A ideia de Hume com seu tratado era introduzir o método experimental de raciocínio nos assuntos filosóficos. Parte dos filósofos da época que liam a obra não a compreendiam direito, parte a recusava, e uma parte muito pequena a aceitava. Para solucionar esse problema, Hume publica em 1748 a obra intitulada “Investigações Sobre o Entendimento Humano”, que basicamente era um resumo revisto de seu Tratado.
No entanto, para apresentar sua teoria, basta nos centrarmos nas
Investigações Sobre o Entendimento Humano.
Hume, tal como Descartes, estava preocupado em entender os fundamentos do conhecimento humano. Todavia, Hume chega em conclusões bem contrárias as de Descartes. Enquanto Descartes se enquadra como um racionalista, Hume foi um empirista. Mas primeiro, antes de explicarmos isso, vejamos sua teoria.
Como funciona nosso processo de entendimento? Essa primeira pergunta nos servirá de condutora para o início dos pensamentos de Hume. De acordo com os termos usados por Hume, nós entendemos o mundo através de duas vias: (1) Ideias; e (2) Impressões.


